Dizem que o período do Natal e Ano Novo é tempo de repensar 
as atitudes, esquecer as mágoas e buscar momentos melhores. 
Nesse contexto, o psicólogo americano Frederic Lusckin apresenta 
uma metologia para o perdão, validada por seis pesquisas
bem-sucedidas conduzidas pelo Projeto do Perdão da
Universidade de Stanford e publicadas no best-seller 
" O Poder do Perdão "  - Learning to Forgive -.

Luskin, além de provar que guardar rancor faz mal à saúde, elaborou 
uma metodologia para ajudar as pessoas a repensarem suas atitudes
e pensamentos. Segundo ele, os ressentimentos aumentam o risco 
de problemas cardiovasculares, derrame, câncer, além de diminuir
as defesas imunológicas do organismo. Mas, muito além disso, 
o principal mal de não perdoar, para Luskin, 
é ficar distante das coisas boas da vida. 
" Quando focalizamos nossa atenção em quem nos feriu,
ficamos sem condições de perceber quem nos ama ".

Apesar de recomendar o perdão, 
Luskin não advoga contra os sentimentos verdadeiros, 
como o de raiva diante de sentimentos dolorosos. 
" Quando alguém tira algo precioso de você, quando você
não é amado, quando não o tratam bem, é normal ficar chateado, 
com medo, confuso, se sentir sozinho. 
É parte do processo, parte da vida.
Você tem que lamentar a perda, você tem que sofrer. 
A questão é:  por quanto tempo? ", explica o psicólogo. 
Ele fornece algumas explicações sobre seus métodos
em busca do perdão.

Eis abaixo um resumo delas: 
 

1. Saiba exatamente como você se sente sobre o que aconteceu. 
Aprenda a articular sobre o que não está bem na situação.
Então, conte para duas pessoas confiáveis a sua experiência. 

2. Comprometa-se consigo mesmo a fazer o que for possível 
para se sentir melhor. Perdão é para você e ninguém mais. 

3. Perdão não significa reconciliação com a pessoa que o aborreceu
ou uma compensação. O que você busca é a paz. O perdão pode ser 
definido como a "paz e a compreensão que vem de culpar menos aquilo
que o machucou, tomar a experiência de vida de forma menos pessoal
e mudar seu histórico de sofrimento, desgosto e injustiça". 

4. Escolha a melhor perspectiva sobre o que lhe acontece.
Reconheça que sua principal agonia vem de sentimentos, 
pensamentos e preocupações que o afligem agora, e não daquilo 
que o ofendeu ou feriu há dois minutos ou dez anos. 

5. No momento em que se sentir preocupado pratique uma técnica
simples de gerenciamento de estresse para acalmar o vôo
do pensamento ou a resposta do corpo. 

6. Desista de esperar atitudes das outras pessoas, se eles não
escolheram realizá-las. Reconheça quando você impõe as regras
de como você e outras pessoas devem se comportar,
mesmo que esses procedimentos não correspondam 
à realidade imaginada pelos outros.
Lembre-se que você pode esperar de si mesmo saúde, amor,
amizade e prosperidade e trabalhar duro para consegui-las.

7. Gaste sua energia em procurar outra forma de chegar
a seus objetivos, que vá além da experiência que o feriu.
Em vez de reprisar mentalmente suas feridas, 
procure outras maneiras de chegar onde você quer. 

8. Lembre-se que uma vida bem vivida é a melhor vingança. 
Em vez de focar em seus sentimentos machucados 
e atribuir um grande poder à pessoa que causou essa dor, 
aprenda a olhar para o amor, 
a beleza, a gentileza ao seu redor. 

9. Mude o mote da sua história de rancor para heroísmo
ao se lembrar da sua escolha por perdoar 
e seguir adiante com uma vida plena.